Democracia, do grego “demos” significa povo, este é o conjunto
de todas as pessoas de um país. Ontem pela manhã estava a esperar na fila do
supermercado quando ouvi duas pessoas conversando “meu filho não ganhou vacina”
disse uma mulher “eu também não” indagou a outra.
De acordo com o Portal
Brasil a meta para 2013 é imunizar 31,3 milhões de pessoas em todo o país,
sendo que ao todo passamos de 190 milhões. Que tipo de democracia é esta onde
quem não é considerado dentro da população de risco não ganha direito à saúde?
Crianças entre seis meses e dois anos ganham vacina. Então aquela criança de
três anos não precisa se imunizar contra a H1N1? Ela é forte o suficiente para
se livrar da doença? E os estudantes, professores e tantos outros profissionais
que não são da área da saúde, mas que passam o dia em contato com outras
pessoas e em locais fechados, estes podem correr risco?
É um tanto quanto
revoltante ver que estádios enormes estão sendo construídos para copa do mundo,
que políticos (corruptos) estão ganhando milhões em cima do dinheiro público, e que o
impostômetro a cada dia que passa atinge valores mais exorbitantes, mas quando
precisamos mesmo parece que não estão nem aí para nós. Saúde deveria ser uma
prioridade em um país, mas parece que aqui, neste país abençoado por Deus e
bonito por natureza não é isto que acontece.
Diariamente vemos
superlotação nos hospitais, falta de médicos, e principalmente falta de
estruturas com as condições mínimas exigidas para funcionamento. Talvez no
futuro a realidade seja outra, mas para que isso aconteça é preciso começar a
mudar o presente. Mudanças podem ser difíceis mas não são impossíveis, só é
preciso que alguém de o ponta pé inicial.
Amanda Ottonelli
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