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24 de jul. de 2013

Brasil, um país de todos?

                         Democracia, do grego “demos” significa povo, este é o conjunto de todas as pessoas de um país. Ontem pela manhã estava a esperar na fila do supermercado quando ouvi duas pessoas conversando “meu filho não ganhou vacina” disse uma mulher “eu também não” indagou a outra.
                          De acordo com o Portal Brasil a meta para 2013 é imunizar 31,3 milhões de pessoas em todo o país, sendo que ao todo passamos de 190 milhões. Que tipo de democracia é esta onde quem não é considerado dentro da população de risco não ganha direito à saúde? Crianças entre seis meses e dois anos ganham vacina. Então aquela criança de três anos não precisa se imunizar contra a H1N1? Ela é forte o suficiente para se livrar da doença? E os estudantes, professores e tantos outros profissionais que não são da área da saúde, mas que passam o dia em contato com outras pessoas e em locais fechados, estes podem correr risco?
                         É um tanto quanto revoltante ver que estádios enormes estão sendo construídos para copa do mundo, que políticos (corruptos) estão ganhando milhões em cima do dinheiro público, e que o impostômetro a cada dia que passa atinge valores mais exorbitantes, mas quando precisamos mesmo parece que não estão nem aí para nós. Saúde deveria ser uma prioridade em um país, mas parece que aqui, neste país abençoado por Deus e bonito por natureza não é isto que acontece.

                         Diariamente vemos superlotação nos hospitais, falta de médicos, e principalmente falta de estruturas com as condições mínimas exigidas para funcionamento. Talvez no futuro a realidade seja outra, mas para que isso aconteça é preciso começar a mudar o presente. Mudanças podem ser difíceis mas não são impossíveis, só é preciso que alguém de o ponta pé inicial.

Amanda Ottonelli